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04/03/2015 - 10h22m

Secretaria da Agricultura e Embrapa estudam parceria para transferência tecnológica

Cooperação técnica prevê a capacitação de técnicos e de produtores

Secretaria da Agricultura e Embrapa estudam parceria para transferência tecnológica

Durante o encontro preliminar, os gestores da Embrapa apresentaram um estudo preliminar focado na cultura do coco (Foto: Dennis Calheiros)

Cíntia Ribeiro e Petrônio Viana

A Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estudam a viabilidade de cooperação técnica para fins de capacitação de pessoal e transferência de tecnologia voltadas para o fortalecimento das cadeias produtivas de Alagoas.

Com a iniciativa, profissionais alagoanos terão acesso às inovações tecnológicas e metodologias científicas desenvolvidas pela Embrapa e consideradas fundamentais para aumento da produção, controle de pragas e otimização de lavouras.

“O passo inicial é conhecer o perfil das pesquisas já realizadas e aquelas que podem ser implementadas. A capacitação de nossos técnicos é fundamental para a melhoria da produção e da produtividade agropecuária no Estado”, explicou o secretário Álvaro Vasconcelos.

Durante o encontro preliminar, os gestores da Embrapa apresentaram um estudo de projeto focado na cultura do coco. “Queremos conjugar esforços e incentivar a realização de projetos entre Alagoas e Embrapa. Nossa intenção é fomentar a transferência de tecnologia para diferentes públicos – técnicos e produtores”, reiterou Manoel Moacir Costa Macedo, chefe-geral da Embrapa.

 Expectativas  

 Na avaliação dos produtores de coco, a parceria entre a Seapa e a Embrapa será fundamental para garantir o suporte técnico necessário ao resgate da cultura local. “Tive problemas com a praga do anel vermelho e fui buscar orientações com a Embrapa em Sergipe. Minha produção já chegou a 50 mil cocos por tiragem e hoje, algumas vezes, não chega a 10 mil”, revelou Maria Araújo Amaral, que cultiva o coco em pouco mais de 260 hectares no povoado Bonito, município de Piaçabuçu, Litoral Norte do Estado.

 A produtora ainda declarou: “Observamos que muitos cocos caem ainda pequenos e não sabemos o motivo. Precisamos muito de uma luz sobre o que fazer para melhorar a produção”.

 De acordo com a Associação dos Produtores de Coco de Alagoas (Prococo), a integração entre a pesquisa e as políticas de governo serão fundamentais para a retomada do setor. “Nossa expectativa é que a produção volte a patamares anteriores e que possamos ganhar mercado com qualidade”, avaliou Eurico Uchôa, dirigente da Prococo.

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