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30/06/2021 - 19h20m

Curso de Inseminação Artificial capacita bovinocultores, há 26 anos, na Bacia Leiteira de Alagoas

Treinamento é disponibilizado, principalmente, para produtores e ocorre todo mês em município sertanejo

Curso de Inseminação Artificial capacita bovinocultores, há 26 anos, na Bacia Leiteira de Alagoas

Estudantes atentos a aula do instrutor durante o curso em Batalha

 
Texto por Giselly Vitória (estagiária sob supervisão)
 
 
Idealizado através da parceria entre a Seagri e Codevasf, o Curso de Inseminação Artificial, utilizando o método shiva, é disponibilizado mensalmente para os pequenos produtores de Alagoas desde o ano de 1995.
 
 
O curso visa capacitar os alunos sobre sistemas de bovinocultura que podem aumentar a produtividade de seus respectivos rebanhos.
 
 
O treinamento acontece uma vez por mês,  no Parque de Exposições Mair Amaral, em Batalha, e tem média de 15 alunos por turma, acompanhados por seis instrutores que participam diretamente das aulas. 
 
Instrutores do curso de inseminação artificial
 
Assuntos como a nutrição dos animais, o melhoramento genético, a sanidade e a origem da inseminação artificial, utilizando o método shiva, são alguns dos temas que os inscritos aprendem durante os cinco dias da didática planejada pelos profissionais.
 
 
Luiz Gustavo, coordenador do curso, comentou sobre o objetivo dos alunos que buscam a capacitação. 
 
 
"Ele é voltado para levar conhecimento e levar a tecnologia da inseminação artificial para os pequenos produtores de leite. E, hoje, faz parte desse leque de estudantes, mas, não apenas os pequenos produtores, como também, os donos de fazendas, estudantes de medicina veterinária e os professores do Ifal e da Ufal. Eles vêm buscar conhecimento para levar ao campo”, ressaltou. 
 
 
Com o conteúdo teórico e prático do curso, os alunos conseguem progredir na criação de cabeças de gado, sem ter a necessidade de mediadores durante o processo de inseminação e corte de carne.  
 
 
José Carlos é um pequeno bovinocultor que participou do treinamento durante o início de maio. Ele ressaltou a importância de ter interesse em aprender sobre os métodos no setor.
 
 
 “Foi maravilhoso ter experiência e aprender a forma correta [o manuseio] porque é um conhecimento que se leva para a vida toda. Eu acho que grande parte das pessoas não conhecem [o método], mas deveria  porque é algo que facilita para todo mundo que produz leite e quem quer gado de corte”.
 
 
Já Marcelo Bernadino é gerente de uma fazenda, em Craíbas, e participou do curso em março.
 
 “O que me fez participar do curso é que precisamos muito de uma pessoa para 'tocar vaca', sabe? E também, por que eu queria aprender mesmo e é uma coisa que eu já queria ter feito antes. A aula prática que mais me interessei foi a inseminação de semén. E eu lembro bem que foi uma experiência muito boa”, explicou Marcelo. 
 
 
Propósito do curso
 
 
Um dos objetivos do curso  é levar a tecnologia da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) para o pequeno produtor de leite e carne. Nele, os participantes podem colocar as teorias em práticas, por meio de peças anatômicas do aparelho reprodutivo da fêmea bovina, da utilização do manequim (Método Shiva), do manejo do botijão, da manipulação do sêmen e, por fim, praticar utilizando os animais.
 
Aula prática sobre o uso da máquina de ultrassom
 
“A inseminação artificial traz benefícios ao pequeno produtor. O custo para inseminar uma vaca é alto e, fazendo o curso, ele tem a possibilidade de inseminar suas próprias vacas, principalmente, no tempo em que os animais encadeiam em cio, pois, não vão necessariamente depender de terceiros”, ressaltou Gustavo.
 
 
O gerente da fazenda também explicou como funciona cada uma das etapas da capacitação até sua conclusão.
 
 
“O curso de inseminação dura 40 horas aulas e os alunos aprovados recebem certificados. São aulas teóricas e práticas. As teóricas apresentam a inseminação desde a origem até os benefícios. Apresentamos ainda as peças no matadouro para os alunos se familiarizarem e disponibilizamos palestras voltadas ao tema antes de fazer a inseminação”, completou.
 
 
 
Importância da Bacia Leiteira
 
 
A bacia leiteira de Alagoas é composta pelos municípios de Cacimbinhas, Major Izidoro, Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho d'Água das Flores, Palestina e Pão de Açúcar. 
 
 
É valoroso na economia e para a alimentação local, principalmente, em períodos de extrema seca. Batalha é o Pólo Central da Bacia Leiteira do estado e é por meio do leite produzido na cidade, que cooperativas e indústrias abastecem toda  Alagoas. 
 
Aula prática com o manuseio de animais
 
Rogério Madeiro, médico veterinário da Adeal, falou sobre a importância da produção leiteira na região e do incentivo do Governo de Alagoas. 
 
“Aqui, é a bacia leiteira, o que significa que somente leite é o que se produz no local. Passamos seis anos sem colher milho ou feijão devido à seca, mas não deixamos de produzir leite. Pensando nisso, o Governo do Estado está fazendo a parte dele, ensinando como aumentar a produtividade e viver do que produzimos”, falou Rogério.
 
 
De acordo com a Embrapa, o leite é um dos produtos que mais se destaca na agropecuária brasileira, impulsionando a geração de renda e de emprego. Desta forma, o leite serviu como escape para a economia do município, tendo em vista alterações climáticas que ocasionam em perdas de plantações, na região do semiárido alagoano.
 
 
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