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19/08/2020 - 16h25m

Produção de grãos bate recorde de 253,7 milhões de toneladas em meio a pandemia

O incentivo na produção de grãos tem recebido destaque por parte da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri)

Produção de grãos bate recorde de 253,7 milhões de toneladas em meio a pandemia

Ascom Seagri: Agricultor trabalha na produção de grãos.

Texto de Pollyana Almeida com informações da Conab

 

A produção de grãos do Brasil para a safra 2019/20 caminha para o final do ciclo, o volume de produção de grãos no país atinge 253,7 milhões de toneladas, confirmando mais um resultado recorde. Com a área das culturas de primeira safra totalmente colhida e a de segunda safra em fase de conclusão da colheita, a atenção se volta para as culturas de terceira safra e de inverno, ainda dependentes do comportamento climático que, até agora, tem favorecido esses cultivos.

 

Com a previsão de 2019/2020, o Brasil colherá 253,7 milhões de toneladas de cereais em 2019/2020, um aumento de 4,8% em relação ao período 2018/19. Isso significa um aumento de 11,6 milhões de toneladas. A soja tem garantido uma produtividade recorde, estimada em 120,9 milhões de toneladas, um aumento de 5,1%. 

 

Os principais grãos são liderados pela soja e pelo milho, que garantem cerca de 90% da produção do país. Os dados citados podem ser conferidos no 11º Levantamento de Grãos, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no link: https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/graos/boletim-da-safra-de-graos



A produção recorde de milho, total de 102,1 milhões de toneladas, encerrou a primeira safra e vem se aproximando do final da segunda, dependendo de 1,5% da contribuição das lavouras na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).

 

Produção de Grãos em Alagoas

 

O incentivo na produção de grãos tem sido uma das prioridades por parte da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri), através da comissão de grãos de Alagoas,  que tem colaborado para esse resultado positivo. A Embrapa tem uma colaboração indispensável no avanço das culturas de soja e milho, apresentando os melhores cultivos para Alagoas.

 

Para o secretário João Lessa, o empenho do agricultor alagoano foi um dos pilares para o recorde na produção. “Sem o total esforço do agricultor, nada disso seria possível. Foi ele que não deixou de trabalhar, seja no sol ou na chuva, para garantir o alimento na mesa dos seus familiares. Isso foi essencial para que o Estado estivesse incluído nesse recorde histórico”, ressaltou Lessa. 

 

Além da ajuda climática, que fizeram com que os açudes e as barragens ficassem cheias, os plantios tiveram um bom manejo cultural (tratos culturais adequados), assim foi possível ter uma ótima colheita.

 

Uma produção que se destaca no sertão é o Milho para silagem, que ocorre em Jaramataia e Major Izidoro. O milho grão está em produção no agreste, em Anadia e Limoeiro de Anadia. Já a soja segue em plantio nos tabuleiros costeiros em Campo Alegre, na região norte, em Jundiá e Porto Calvo. O feijão de arranca e o de corda, em Junqueiro, Teotônio Vilela, Campo Alegre na região tabuleiros costeiros, Arapiraca, Craíbas, Girau do Ponciano, Limoeiro de Anadia e Anadia, no agreste.

 

“A expectativa para safra de soja deste ano é grande, os preços estão acessíveis e o clima favoreceu. Nós buscamos viabilizar um solo vivo, rico em matéria orgânica, através da técnica de plantio direto”, afirmou Sérgio Papini, produtor de soja em Porto Calvo há 6 anos.

 

Hibernon Cavalcante, presidente do Programa de Incentivo à Produção de Grãos, ressalta que a atuação da Comissão contribuiu para esses grandes resultados de milho, soja e feijão. “Esse ano, os preços de venda de feijão e milho estão ótimos. O feijão está custando em torno de R$ 300/sc e o milho acima de R$ 60/sc, com tendência de chegar a R$ 70. Para os produtores que fizeram um bom manejo, a produtividade será bem mais alta que anos anteriores. É um ano de ganhar um bom dinheiro”, destacou.

 

Alagoas, nos últimos seis anos, tem atraído produtores dos estados do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Sergipe, onde estão investindo na plantação de soja, milho, algodão, feijão, sorgo e milheto em áreas que antes predominavam o plantio de cana de açúcar.

 

Como é o caso do produtor paranaense, Félix Simonetti, que tem mais de 30 anos de experiência no cultivo de soja em áreas tradicionais no Mato Grosso. Desde 2018, ele aposta no milho e na soja de Alagoas. Sua empresa está instalada no município de Limoeiro de Anadia.

 

No campo, as boas práticas são comemoradas. “A expectativa é muito boa, as condições climáticas ajudaram, e a nossa parte de materiais, investimentos, boa plantação foi feita. Agora, só nos resta comemorar a excelente safra”, afirmou o produtor Félix Simonetti.

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