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01/06/2019 - 17h00m

Umbu Cajá: Sustentabilidade, produção e economia

Um milhão de árvores de umbu-cajá, esse é o nome de um projeto em Palmeira dos Índios, região do agreste alagoano.

Umbu Cajá: Sustentabilidade, produção e economia

Crédito da foto: Carpil

Texto de Pollyana Almeida

Resistente e de fácil adaptação à região seca, a fruta não é exigente quanto aos cuidados para se desenvolver facilitando a inclusão socioprodutiva e econômica, capaz de gerar emprego e renda para a população local. Podendo ser amplamente consumida in natura ou industrializada. Não é a toa que a arvore dessa fruta, o umbuzeiro, foi chamada de “árvore sagrada do sertão” pelo Euclides da Cunha, mas isso é uma história.

O secretário da Agricultura Ronaldo Lessa, participou no mês de abril, de dois eventos importantes da fruticultura alagoana. A I Oficina de Planejamento Rota da Fruticultura, realizada em Palmeira dos Índios, e o III Seminário de Fruticultura, realizado na sede, da Federação da Agricultura de Alagoas (FAEAL).

Para ele, a fruticultura alagoana tem recebendo boas palestras sobre o tema. “Esses dois eventos sobre a fruticultura, ocorridos no mês passado, enriquecem o cultivo e a produção de frutas em Alagoas. A fruta umbu cajá está inserida nesse processo. Precisamos investir também nesse setor que aponta para bons resultados na economia alagoana”. Destaca o secretário da Agricultura de Alagoas Ronaldo Lessa.

“Lançamos um milhão de mudas de umbu-cajá, o que significa que haverá em Palmeira dos Índios, um milhão de árvores plantadas, podendo gerar aproximadamente 80 milhões de reais." Disse Luciano Monteiro, secretario da Agricultura de Palmeira dos Índios.

Responsabilidade Socioambiental

Conscientes da preservação das mudas, os projetistas tem o cuidado, para que sejam colocadas etiquetas com a identificação de cada espécie. Como também, estão distribuindo folders informativos para a população com orientações quanto à importância da biodiversidade.

Uma Nova Matriz Socioeconômica

O projeto contará em breve com uma indústria de processamento do umbu-cajá já em fase de construção.

“Temos um local já existente que processa em torno de 100 toneladas/mês e estamos trabalhando para construir essa outra fábrica. O trabalho é desempenhado na maioria das vezes por mulheres, que colhem as frutas levando para um espaço onde negociam por um preço de aproximadamente, 30 reais a caixa. Essas frutas são exportadas para os estados da Bahia e Sergipe, sendo vendidas tanto in-natura, como também, comercializadas para as indústrias de processamento de polpa em Alagoas,” disse o engenheiro agrônomo Euclides Júnior.

Para Ana Barros, coordenadora da Rota da Fruticultura, “O umbu cajá é considerado o carro chefe de outro projeto inserido na Rota, onde técnicos e gestores trabalham para potencializar a produção das frutas típicas dos municípios” acrescenta Ana.

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