Combate à febre aftosa reúne entidades de defesa agropecuária do Nordeste
Encontro discute os programas estaduais de erradicação da febre aftosa.
Renata Amorim
Secretários de Agricultura, superintendentes regionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e dirigentes das entidades executoras de sanidade agropecuária do Nordeste, se reuniram ontem, em Maceió. Em pauta, os programas estaduais de erradicação da febre aftosa.
Com a presença do secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Afonso Kroetz, e do diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Jamil Gomes de Souza, os estados do Circuito Pecuário do Nordeste avaliaram ações e estabeleceram um cronograma de metas para melhorar a classificação sanitária animal.
Definição da estrutura de defesa, estruturação de unidades locais, adequação e capacitação do quadro de recursos humanos, controle de trânsito de animais são alguns dos itens do cronograma, que estabeleceu ainda, auditorias do Mapa aos estados. “A defesa agropecuária de Alagoas deve ser auditada em novembro. Estamos empenhados para que todos os itens sejam cumpridos até essa data e que possamos alcançar o status de zona de risco médio. O Estado já esperou demais por essa mudança”, disse o diretor-presidente da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), Hibernon Cavalcante.
O circuito nordestino é formado por Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão. Destes, Pernambuco e Maranhão são zonas de risco médio para a febre aftosa. Os demais são classificados como zonas de risco desconhecido. Sergipe e Bahia fazem parte do Circuito Pecuário Leste e são considerados zonas livres de febre aftosa com vacinação.
Durante o evento, o secretário Inácio Kroetz apresentou um panorama com a situação atual, desafios e perspectivas para a erradicação da febre aftosa no Brasil. De acordo com Kroetz, há a possibilidade de, no próximo ano, o país não possuir nenhum estado como zona de risco desconhecido. “Devemos ter, no mínimo, zonas de risco médio. Mas, para isso, é preciso investir em melhorias nos serviços veterinários”, disse.
O secretário destacou ainda a presença dos Poderes Executivo e Legislativo, do setor produtivo e de meios de comunicação no evento. “É bom ver que em Alagoas há uma parceria entre os setores. Isso é importante para a defesa agropecuária”, disse.
Leite - Ainda durante o encontro, a gerente-geral da Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco (Adagro), Erivânia Camelo, afirmou que não haverá proibição da entrada de leite alagoano naquele estado. “De acordo com determinações da Instrução Normativa n°44, o leite cru que sai de Alagoas pode ser enviado para a indústria de beneficiamento em Pernambuco, desde que resfriado e certificado pelo serviço de defesa do Estado”, explicou.
A notícia animou o presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Alagoas (Sindileite), André Ramalho. “Ganhei meu dia. Essa notícia é muito importante para a cadeia produtiva do leite de Alagoas”, comemorou.
