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27/04/2016 - 12h15m

Comissão discute acesso do homem do campo a modalidades de crédito bancário

Formada pelo poder público, sociedade civil e instituições financeiras, grupo pretende otimizar sistema de linhas de crédito no Estado

 Comissão discute acesso do homem do campo a modalidades de crédito bancário

Comissão visa facilitar acesso do homem do campo a linhas de crédito.

Texto de Vinícius Rocha

A recém-criada comissão de crédito de Alagoas, formada por órgãos do poder público, empresas de assistência técnica e instituições financeiras, reuniu-se pela primeira vez, nesta sexta-feira, 19 de fevereiro, na sede do Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater-AL). 

Na pauta do primeiro encontro, foi feita uma análise de cada instituição, bancária ou empresa de assistência técnica, com o objeto de discutir e encontrar as dificuldades enfrentadas pelo produtor rural na hora de buscar linhas de crédito, além das linhas de custeio comuns. 

De acordo com o secretário-executivo do Cedafra e diretor-presidente da Emater, Carlos Dias, o papel da Emater é agregar essa discussão com todos os elementos envolvidos no Estado de Alagoas e apresentar propostas decisivas dentro do Conselho para que as dificuldades sejam superadas.

“O que nós queremos é passar a contratar em todo o Estado o Pronaf Jovem, Pronaf Mulher, Semiárido, Agrofloresta, que são outros modelos que não estão sendo utilizados pelos bancos. Essas linhas são mais vantajosas para o agricultor do que as linhas de crédito tradicionais, porque ele paga menos tarifas, menos juros. Nós vamos nos aprofundar nessa discussão e em um segundo momento criar elementos para que esse recurso seja mais amplamente divulgado e que as pessoas tenham acesso”, explicou Dias. 

Para engenheiro agrônomo Ricardo Ramalho, diretor da Organização Não Governamental (ONG), Instituto Terraviva, a agroecologia é uma das principais áreas a serem exploradas através das linhas de crédito, pois há uma demanda mundial através de produtos saudáveis e naturais, além do desenvolvimento sustentável, preservação ambiental e a saúde humana, por exemplo.

“É preciso que os bancários se tornem conhecedores, capacitem-se agroecologia, sua importância e o que é preciso fazer para estimular essa produção e, outra questão basilar é a prioridade dada pelas agências bancárias. É preciso instituir mecanismos que deem prioridade à análise das propostas para que elas possam fluir com maior rapidez”, afirmou. 

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